Biblioteca em construção

Estive na 29ª Bienal de São Paulo e durante a minha visita fui rapidamente atraída para o “terreiro” de Marilá Dardot e Fábio Morais. Explico: na Bienal, os chamados terreiros são locais determinados de descanso e pausa, onde também são realizadas atividades variadas.

Neste caso, no espaço chamado Longe daqui, aqui mesmo, os artistas conceberam uma biblioteca, uma metáfora de um espaço inacabado, onde livros são elementos de construção tanto quanto os tijolos. Apesar dos meus olhinhos treinados para detectar coisas impressas terem sido primeiramente atraídos pelos azulejos, papéis de parede e tapetes com imagens de capas de livros, a percepção da ambiência criada pelo labirinto revestido por livros é interessantíssima, pois gera a curiosidade pela experimentação do espaço (abrir e fechar portas, percorrer passagens até chegar na biblioteca em si). As pessoas realmente estavam muito empolgadas, como eu!

Na biblioteca era possível sentar e apreciar a leitura. Aí vem o fechamento do conceito! Os artistas propuseram três coleções para a biblioteca: uma foi a resposta dos artistas que participam na Bienal 29a para a pergunta: “Com que livro você construiria sua casa?”; outra era um convite aberto para o envio de livros (e eles de fato receberam muitas publicações, que estavam lá expostas), e, finalmente, uma seleção de literatura contemporânea feita pelos dois.

Adorei! Depois vou descobrir onde tudo foi impresso…

Fotos: Reprodução

Para saber mais: http://fabio-morais.blogspot.com/ , http://www.mariladardot.com e http://www.fbsp.org.br/29_bienal-pt.html

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